quinta-feira, 5 de março de 2009

Delirium






Delirium ou Delírio é uma personagem de Sandman, uma história em quadrinhos de Neil Gaiman. Ela é inclusive o motivo do meu nick no blogspot. Aqui vai uma nada breve descrição dela que eu consegui no Sonhar.net:

Delírio é a mais jovem dos Perpétuos.

Ela cheira a suor, vinho azedo,
noites tardias e couro velho.

Seu reino é próximo, e pode
ser facilmente visitado.
As mentes humanas, porém,
não foram feitas para compreender
seu domínio, e os poucos
que viajaram até ele conseguiram
relatar apenas fragmentos perdidos.

Sua aparência, um amontoado de
idéias vestidas no semblante da carne,
é a mais variável de todos os Perpétuos.
A forma e o contorno de sua sombra
não têm relação com a de nenhum
corpo que esteja usando.
Ela é tangível como veludo gasto.
Delírio tende a se tornar borboletas
ou peixes dourados, agora e sempre.

Alguns dizem que a grande frustração
de Delírio é saber que, apesar de ser
mais velha que as estrelas e mais antiga
que os deuses, ela continua sendo,
eternamente, a mais jovem da família,
pois os Perpétuos não medem tempo
como nós nem vêem mundos
através de olhos mortais.


O poeta Coleridge afirmou tê-la
conhecido intimamente, mas o sujeito
não passava de um mentiroso inveterado.
Portanto, devemos duvidar de
cada palavra sua.

Um dia, Delírio também foi Deleite.
E, embora isso tenha sido há muito
tempo, ainda hoje seus olhos têm
matizes diferentes: um é verde-esmeralda
bem vivo, salpicado de pontos prateados;
o outro é do mesmo azul que esconde
sangue dentro de veias mortais. Ela vê
o mundo de seu própria e única visão.

Os Perpétuos acreditam que apenas
Delírio sabe porquê ela mudou.


A versão mais comum dela não é bem assim (me refiro aos cabelos alinhados), mas, como quem já leu Sandman sabe, vários desenhistas fazem os personagens dessa história em quadrinho com traços bem diferentes e só preservando alguns detalhes que caracterizam o personagem.

Por hoje é só.
Gostei tanto que queria até fazer uma camisa com esse desenho pra mim!

Um comentário:

Daniel Careca disse...

Nunca vi uma personagem ser tão semelhante a uma pessoa quanto ela. Acho que se você a tivesse criado não fosse algo surpreendente.

=***