segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Amor em tempos de fantasia

Bem que poderiam criar um livro chamado Almanaque dos tipos masculinos de fantasia medieval para garotas. Nós, como lindas ladys no castelo, saberíamos na hora com quem estamos lidando. Seria o bestseller recomendado pela fada madrinha a sua princesa.

Certo, o título é extremamente grande e esse deve ser um dos empecilhos para não terem inventado-o ainda. Sei lá, alguma fada tresloucada pode recomendar a fantasia cyberpunk para garotas, no lugar da fantasia medieval, onde supõe-se viver os príncipes encantados. Mas não seria um livro de cabeceira de grande utilidade? Bastaria ver as qualidades do cara, a maneira como ele se veste e procurar no catálogo para descobrir tudo. É quase o orkut da idade das trevas. Existiriam menos perfis, verdade, no entanto, seriam escritos por pessoas imparciais e não pelo homem em questão.

Evitaria as paixões avassaladoras pelo tipo bárbaro que luta contra as adversidades da vida e não sabe dizer eu te amo. Destruiria a afeição pelo bobo da corte especialista em transformar moçoilas em palhaças. Nos alertaria sobre o sapo beijado e os beijos já roubados por ele de tantas outras. Talvez evitasse a tempo a construção do castelo de ilusões amorosas em torno do príncipe egoísta. Pois é, não é só o príncipe que tem seus dias de vilão, muitos outros rapazes podem ter.

Hm. Acabei de lembrar mais um motivo para este almanaque não existir, além do título quilométrico: ele não consegue falar o que faremos com os sentimentos.
Alguém pode até nos dizer com quem não devemos nos envolver, mas e quando nos envolvemos e é tarde demais? Não sei se existe fada madrinha com poção para curar amores não correspondidos, platônicos e alguns até mesmo doentios. Se essa fada existir, está convidada a comentar no meu blog e dar os ingredientes para a poção dos amores incuráveis. Vou logo dizendo que tenho como conseguir asa de morcego.

Muitas vezes nos deparamos com livros românticos e até mesmo histórias de casais felizes para sempre. Nós lemos as histórias e ouvimos os casos e tudo não passa da descrição de uma situação, sem maiores explicações para perguntas como “Quando você percebeu que seria ele?”. Vai haver inúmeras respostas e nenhuma delas será racional e comum a ponto de servirem como referência para nossas vidas. Serão sentimentos e como tais serão apenas sentidos. Pronto. No máximo, com algum esforço poético, podem ser descritos.
O amor não se resume a uma poção onde o seu companheiro é o ingrediente infalível que pode ser catalogado no Almanaque dos tipos masculinos.
O amor a gente sente, não explica. Vai lá sentir o amor que você me entenderá (se é que já não entende!).

Pauta para o Blorkutando!

4 comentários:

Inez disse...

Um almanaque desse tipo seria ótimo, só há um problema, não existem príncipes e seria praticamente impossível fazer esse almanaque.

@_guigomes disse...

UASHDUIHDIUSHDUISAHD - sincerament asho que um livro desses nunca vai exisitir não :b UHIDUSHA mas mesmo assim ótimo post . ótimo texto e um ótimo blog . www.conexaotoonami.blogspot.com , espero que vooc de uma visitada no meu !

Clara disse...

Acho que esse almanaque não ia ser lá muito necessário... Todos os homens são iguais mesmo!

*Eu te entendo ;)

@Lôoh_Toledo disse...

Gostei do Pos't *--*

é um almanaque desses não sei como se sairia, mas gostei da idéiaa ;)